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A Temporada 2026 da Osesp começa com um programa histórico na Sala São Paulo, reunindo inovação radical, tradição e um ideal humanista que atravessa séculos. De 5 a 8 de março, a abertura apresenta Gruppen, de Karlheinz Stockhausen, a Fantasia e Fuga em dó menor de Johann Sebastian Bach em orquestração rara de Heitor Villa-Lobos, e a monumental Sinfonia nº 9 de Ludwig van Beethoven. Sob a direção musical e regência de Thierry Fischer, ao lado dos regentes convidados Ricardo Bologna e Wagner Polistchuk, o concerto propõe um arco que vai “da esfera espiritual ao humanismo utópico”, nas palavras do maestro titular.

Com este programa, a Osesp reafirma seu compromisso histórico com a excelência artística e a inovação — da ruptura sonora de Stockhausen à afirmação humanista de Beethoven. Uma abertura de temporada que convida o público não apenas a ouvir, mas a refletir sobre o nosso tempo e a partilhar, coletivamente, a experiência da música.

Gruppen: estreia no Brasil e experiência imersiva

Composta entre 1955 e 1957, Gruppen é uma das obras mais marcantes do século XX e estreia no Brasil com a Osesp em seu primeiro programa do ano. Escrita para três orquestras independentes, distribuídas ao redor do público, a peça rompe com o modelo tradicional de concerto: o som não vem de um único palco, mas circula pela sala, desloca-se no espaço e cria uma experiência imersiva.

A obra é construída em blocos sonoros que se sobrepõem, se chocam ou se dissolvem. Cada orquestra pode tocar em pulsações diferentes, exigindo três regentes atuando de forma milimetricamente coordenada. O resultado é uma escuta dinâmica, marcada por contrastes e pela sensação de expansão e compressão do tempo musical.

A própria arquitetura da Sala São Paulo — no formato de “caixa de sapato”, reconhecida por sua excelência acústica — torna-se parte ativa da composição, favorecendo a propagação e reflexão do som. Mais do que assistir a uma obra, o público é convidado a “habitar” o espaço sonoro.

Bach e Villa-Lobos: monumentalidade reinventada

Na sequência, a Fantasia e Fuga, BWV 537, originalmente escrita para órgão por Bach em 1722, ganha nova dimensão na orquestração realizada por Villa-Lobos em 1938 e na redistribuição da orquestra em três palcos escolhida por Fischer em sua execução nos concertos de abertura da Temporada Osesp 2026.

Se na versão original a obra evoca grandes espaços e ressonâncias prolongadas, a leitura orquestral revela com clareza quase visual as múltiplas vozes do contraponto bachiano. A fantasia, de caráter livre e expressivo, conduz à fuga, cujo tema incisivo transforma a introspecção inicial em afirmação vigorosa — uma travessia emocional que prepara o terreno para a grandiosidade final do programa.

Beethoven: alegria como projeto ético

Encerrando o concerto, a Sinfonia nº 9 reafirma seu lugar como um dos maiores monumentos da cultura ocidental. Mais de dois séculos após sua estreia, a obra continua a interpelar o presente: estamos à altura do ideal de fraternidade proclamado na Ode à Alegria?

Após a exposição e recusa dos temas anteriores no início do “Finale”, a célebre melodia emerge gradualmente, conquista a orquestra, as vozes solistas e o coro, transcendendo os limites da forma sinfônica. Não se trata de um otimismo ingênuo, mas de uma alegria “duramente conquistada”, que surge após ruptura e dúvida.

Participam desta apresentação o Coro da Osesp, o Coro Acadêmico da Osesp e os solistas Camila Provenzale (soprano), Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano), Issachah Savage (tenor) e Sávio Sperandio (baixo).


Informações importantes para o público

Alteração temporária de lugares

Para viabilizar a montagem especial de três palcos para Gruppen, alguns lugares terão realocação temporária na primeira parte do concerto (Gruppen e Fantasia e Fuga):

✱ Espectadores originalmente situados nas laterais da Plateia Central (A a J – assentos 13 a 21) e na Plateia Elevada (C, E e G – assentos 82 a 113) deverão se dirigir ao setor Coro, no piso mezanino, para assistir à primeira parte.

✱ As poltronas estarão identificadas com etiquetas numeradas correspondentes ao número do ingresso originalmente adquirido, e os indicadores estarão disponíveis para auxiliar.

Essa mudança proporciona uma vivência privilegiada e imersiva da espacialização sonora proposta por Stockhausen. Após o intervalo, todos os espectadores realocados retornarão aos seus assentos originais de compra para a execução da Sinfonia nº 9.

Espectadores com ingressos na Plateia Central (A a L) deverão, obrigatoriamente, deixar a sala durante o intervalo para a desmontagem segura dos palcos.

Intervalo prolongado e Falando de Música

O intervalo terá duração de 40 minutos, em razão da desmontagem técnica necessária. Durante esse período, o público poderá circular pelos halls da Sala São Paulo, aproveitar os cafés ou dirigir-se à Estação Motiva Cultural para assistir ao vídeo da série Falando de Música. A transmissão começa 10 minutos após o fim da primeira parte do concerto.

Acesso e orientações gerais

A Sala São Paulo abre duas horas antes do concerto. Após o terceiro sinal, as portas da Sala de Concertos são fechadas; quando a entrada for possível após o início, os espectadores deverão seguir as orientações da equipe e ocupar discretamente o primeiro lugar vago indicado.

Não é permitido filmar ou fotografar durante a apresentação, nem consumir alimentos no interior da Sala. Celulares devem permanecer desligados ou em modo avião. O estacionamento funciona das 6h às 22h ou até o fim do evento. A Sala também pode ser acessada pela Estação Luz e pela Linha 8–Diamante da CPTM (Estação Júlio Prestes).

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